Personagem: Kor-Tur (Cíclope)
Os cíclopes não são almas naturais das Terras de Shiang, são seres de outro mundo mais evoluído que migraram para o cenário por motivos desconhecidos. A existência dos cíclopes foi comprovada por símios e tireses a pouco mais de um século, e desde então diversas aparições destes estranhos seres têm sido notada nas Terras de Shiang.
Kor-Tur
Alguns dos cíclopes presentes nas Terras de Shiang, tem como missão mapear todos os territórios do planeta. Na sua morada, um templo gigantesco de pedras construído nas Montanhas Gélidas, os cíclopes estudam os astros e enviam alguns de seus semelhantes por todo o planeta para averiguar todo o espaço territorial das Terras de Shiang. As descobertas dos cíclopes, estão sendo gravadas nas pedras do próprio templo.
Kor-Tur é um dos cíclopes que foram enviados a mapear o maior continente, e vem cumprindo sua missão há cerca de oito décadas. Apesar de entrar em contato com símios e tireses logo no início de suas missões, Kor-Tur preferiu mapear todo o sul do grande continente nas primeiras duas décadas. O contato com seres primitivos como insetos e répteis gigantes, pássaros noturnos entre outros predadores, fez com que o cíclope desenvolvesse habilidades mágicas para sua própria defesa.
Há cerca de meio século atrás, Kor-Tur entrou em contato com os símios e tireses, e de maneira discreta vem observando sua cultura. Num dos raros contatos com tireses, Kor-Tur tomou conhecimento da existência de um sino-portal em posse dos Sombras. Kor-Tur tentou negociar com os Sombras, inutilmente, a posse desse item mágico, mas os Sombras quiseram enganar o cíclope. A caverna onde era a base dos Sombras na cidade, foi tragada pela terra, vítima da magia de Kor-Tur. Após o desastre, Kor-Tur utilizou novamente a magia para encontrar o sino-portal, com um esforço extremo que quase lhe custou a vida. Kor-Tur conseguiu a posse do sino, e não houveram outros sobreviventes.
O sino-portal que Kor-Tur obteve, era capaz de abrir portais entre localidades diferentes de uma mesma dimensão além de portais para outras dimensões. Apesar de alguns cíclopes conhecerem mágicas de portais, seu uso é proibitivo. Os cíclopes ficaram admirados com a audácia dos seus criadores, pois mágicas de portais têm consequências nefastas. Também é conhecido o processo de encantamento de itens, mas os cíclopes não o realizam porque consideram o ato pecaminoso (para criação de um artefato, muita mana do mundo é consumida, não sendo reposta), mas no caso do sino-portal, ele já fora concebido. Com a ajuda de diversos cíclopes, o funcionamento do artefato mágico foi descoberto e começou a ser utilizado por Kor-Tur para mapear a dimensão terrestre.
Com o uso do sino Kor-Tur conheceu regiões que poucos seres puderam presenciar e voltar vivo para contar. Conheceu a maioria da fauna e da flora do mundo em que habita, e trouxe conhecimento para os cíclopes gravarem em suas poderosas paredes de pedra. O contato com artefato em forma de instrumento musical, aguçou a sensibilidade musical de Kor-Tur. Cada vez que utilizava seu artefato, Kor-Tur tinha de tocar uma sequência de notas, e as melodias ecoavam e se alteravam em seus raros sonhos. Kor-Tur acreditava que algumas canções poderiam ser tocadas para atingirem regiões desconhecidas do mundo.
Mesmo contrariando os conselhos de seus semelhantes, um dia Kor-Tur tocou uma nova melodia em seu sino-portal.
Ao sair do portal aberto pela mágica do artefato, o explorador se deparou com fauna e flora próxima a de algumas regiões afastadas de símios na grande floresta. Apesar das semelhanças, havia algo realmente estranha naquela localidade. Temeroso, Kor-Tur pensou em voltar para sua morada, mas antes foi surpreendido por uma força mental que não havia conhecido antes. Devido a sua ampliação de inteligência, Kor-Tur conseguiu tocar a melodia da volta, mas não antes de ter sua mente lida por uma entidade de poder descomunal.
Ao voltar para sua morada, Kor-Tur sentiu remorso por seu ato, quando através de sua projeção mental entrou em contato com a Deusa Animal Vishir. A Deusa conseguiu descobrir quem era a entidade, um Deus Animal na forma de um lagarto colossal, de nome Dargon. Esse Deus Animal, que assim como todos os outros existiam desde os primórdios do planeta, foi morto por Rorag, pois Dargon queria destruir todos os humanóides. Ligado a sentimento de raiva, ódio e vingança, a alma de Dargon ficou presa à dimensão das Cinzas. Devido ao seu poder, a região onde vive Dargon lembra a floresta da sua época, e é um dos raros locais dessa dimensão onde o nível de mana é normal. Esse foi o motivo pelo qual Kor-Tur não conseguiu descobrir o local para onde sua melodia o levou.
Vishir sentiu que Dargon tomou conhecimento de Kor-Tur e dos cíclopes além de toda as informações sobre as culturas dos humanóides que queria destruir. A informação de maior relevância, foi a existência de um jovem tirês de pelagem rara que através da mágica de um sino-portal poderia abrir uma passagem para que ele, Dargon, pudesse retornar para a dimensão terrestre.
Poucas horas após o contato com Vishir, Kor-Tur temeu pela segurança do sino-portal quando um monstro de quatro-braços e adorador de Dargon invadiu o templo dos cíclopes. Kor-Tur então resolveu entregar o sino-portal a um herói tirês, e o avisou que o jovem tirês de pelagem rara que estava sob sua proteção, poderia estar correndo risco de vida.
A seguir temos sua ficha de personagem para o RPG:


%d 06UTC %B 06UTC %Y às %H:%M 01Fri, 06 Apr 2012 01:16:48 +000048.
Caracúlas que ficha com tantos dados. Isso que é complexar as coisas, parece D&D 3E em níveis épicos ( ou até uma ficha avançada de GURPS).
Cada vez mais espero designers de jogos modernos com menas opções de poderes ( para os jogadores não ficarem perdidos com tantas opções), e com somente opções boas ( opções ruins para encher linguiça, tô fora).
Não desejo jogos simplistas como um 3D&T (que é bom para iniciantes), mas também não quero sistemas pesados e complexos.
Tem designer que acha que um sistema com 1bilhão de perícias/vantagens/desvantagens ajuda na customização dos personagens/jogos, mas isso só incha o sistema de informação inútil e com a maioria da perícias/vantagens/desvantagens como opções ruins.
Vamos lá galera, designer moderno, designer INDIE, funcional, dinâmico, rápido, ágil.
%d 10UTC %B 10UTC %Y às %H:%M 08Tue, 10 Apr 2012 20:58:50 +000050.
Caro Paulo,
Você está confundindo complexidade de sistema e complexidade de personagens. O ReOps, sistema utilizado no RPG Terras de Shiang, possui uma mecänica de jogo bem simples (baseadas em rolagens de 2D6) e com versatilidade para simulações dos mais variados tipos de realidade. Tanto que é possível utilizá-lo para criar fichas de personagens bem diferentes como o Quarteto Fantástico (http://terrasdeshiang.com/2010/09/14/reops-quarteto-fantastico/) e o Tiamat (http://terrasdeshiang.com/2010/09/23/reops-tiamat-caverna-do-dragao/), personagem da animação Caverna do Dragão, e colocá-los em mesa de jogo para se enfrentarem.
No caso, o personagem Kor-Tur é uma espécie de semideus dentro do cenário das Terras de Shiang, e é uma criatura com muitos poderes e mágicas. Em qualquer sistema de regras, um personagem como ele teria uma ficha extensa. Isso não tem relação com o sistema ser complexo, apenas tem relação com a complexidade do personagem.
Em sua mensagem, verifiquei que você busca uma mecânica de jogo mais simples, por isso recomendo que você tente conhecer o jogo de miniaturas das Terras de Shiang (http://terrasdeshiang.com/wp-content/uploads/2011/11/Regras_JMTDS__v01.pdf). Atualmente estamos testando o jogo com miniaturas de resina, e posso garantir que a sua mecânica é rápida e vai de encontro ao que você propôs.
O designer de qualquer sistema de regras, desde o complexo RPG aos simplificados (e bons) bons Wargames, exigem muitos testes. Dê uma lida nesse artigo que discute testes e evolução da mecânica dos jogos citados:
http://terrasdeshiang.com/wp-content/uploads/2011/12/Implicacoes_Transmidiaticas_do_uso_do_RPG_e_do_Wargame.pdf
Abs,
Léo Andrade
%d 11UTC %B 11UTC %Y às %H:%M 02Wed, 11 Apr 2012 14:58:02 +000002.
É, realmente achei exagerada a ficha, o tanto de informação, mas como você disse que é tipo um “deus”, é engolível.
Não tenho nada contra contra o ReOps, pois entendo que assim como um GURPS ele é customizavel para ser simplificado e o mestre usa somente o que quer. Como o ReOps foge do que seria um sistema padrão e funciona mais como uma caixa de ferramentes tipo o GURPS/FUDGE/Savage Worlds/etc …, eu dou o desconto merecido a ele.